quinta-feira, 15 de abril de 2010

Um pouco de bla bla bla

Bom, eu não posto há séculos. Ando meio sem tempo, por conta dos estudos. Então eu pensei: por que não conciliar tudo? Eu tenho feito alguns trabalhos de texto ultimamente, e pra tirar um pouco a poeria disso aqui, resolvi publicar um deles. Foge muito à linha do blog, soa meio meio pseudo-intelectual e é baboseira histórica (não que eu não aprecie História, muito pelo contrário), mas eu tenho que me contentar, é tudo que eu posso por enquanto. A proposta era estabelecer uma relação entre o Nazismo e a eclosão da Segunda Guerra Mundial, e elaborar uma conclusão sobre a coisa toda. Aí vai:


Nazismo: as marcas que se desmembraram em guerra

"As frentes totalitaristas da Europa surgiram tomando para si as angústias de um povo oprimido, de orgulho ferido e sentimento de humilhação, todas marcas deixadas pela primeira Grande Guerra. Dentro desse contexto, seus ideais de união e revolta suscitaram no povo alemão (no caso do Nazismo) um nacionalismo doentio, regado a uma sede de vingança quase que unânime no país.

O fundamento racista e segregador existente na doutrina nazista obteve, portanto, a completa adesão desse povo ressentido, que agora julgava a sua causa e existência ambas superiores.

Com a ascensão de Hitler no poder (que se deu após a publicação de sua ideologia em "Mein Kampf") a figura centralizadora de um líder, conciliada a uma forte propaganda, mobilizou toda uma nação contra o restante do mundo, em especial as potências europeias, em uma alusão clara ao império romano (de onde, inclusive, deriva o nome "fascismo"). Sob a premissa de semear no planeta aquela "raça pura", o Fuhrer objetivava reconsquistar os territórios perdidos, dando cabo ao chamado "pangermanismo", e literalmente guiar o povo em favor de sua revanche.

As nações que outrora provocaram esse sentimento de revanche nos alemães, eram, no período que antecedeu a guerra, pólos industriais dominados pelo capitalismo (e ainda o são, é bem verdade), e viam na ascensão nazista uma ameaça à democracia, mas, principalmente, uma
ameaça ao sistema que imperava (choque de ideologias) e ao seus postos de controle sobre a economia global.

O clima de tensão na Europa já estava estabelecido, o japão crescia no oriente e já havia firmado um acordo com a Alemanha de Hitler e a Itália fascista de Mussolini. Tendo em seu favor o medo europeu, o líder nazista invade a Polônia, com sucesso, e provoca a declaração de guerra por parte da Grã-Bretanha e da França.

Conclusão: O que em tese poderia ser chamada de causa nobre, com um propósito de união e patriotismo, culminou em um sentimento de ódio profundo, tomou proporções catástróficas e gerou a morte indiscriminada de milhões de inocentes. O nazismo é um exemplo perfeito da vil
capacidade de uma ideia ser incutida na cabeça das pessoas, dando-lhes um chão, de tal maneira que se sobreponha a qualquer princípio nela existente. Os alemães tornaram-se frios e amargurados, e viam na morte do outro a salvação para o mundo. A vitória dos aliados representou o fim do regime autoritário, mas seus preceitos influenciam movimentos guiados pelo preconceito até os dias de hoje."


Só uma ressalva: O texto ignora muitos detalhes históricos, é verdade, mas a ideia era fazer mais uma conexão de ideias do que de fatos.

3 comentários:

O Polvo disse...

Que bom que voltou a escrever, amigo. Vozes como a sua tem o direito - não, o dever! - de se lançar na internet.

Sobre o texto, realmente é primário na concepção histórica, mas não pode ser desprezado na sua capacidade de reavivar um tema muitas vezes tão carente de uma reflexão mais profunda. Um tema que está para além de fatos exprimidos por números e datas frias, são fatos levados a cabo por pessoas, com seus motivos, por menos razoáveis que sejam. Talvez aí conectar idéias se mostre de grande valor (não digo que a história não cumpra esse papel, apenas me refero ao que você disse sobre a falta de detalhes históricos).

Como diria Samuel Johnson, "o patriotismo é o último refúgio de um canalha".

No aguardo de mais textos. Abraços.

Eduarda disse...

Ei, pseudo-intelectual! o/
Voltou a correr na praia de manhã? Ou acordou cedo e disse que ia fazer uma mentira?
Sim, a unica coisa que prestei atenção foi no horario... Perto de você eu sinto que estou na escola errada :)

Isso tudo é só para dizer: "Ei, eu passo aqui todos os dias, viu? :D O que? Estranho? Okay, okay, talvez eu ainda goste um pouquinho... ...do que escreve" :)

Beijos, Q.! <- Hahaha, entendeu? Entendeu? :D
:***

B.D. disse...

Até que enfim postou! xD
E até que enfim eu consegui comentar. o/

Pode crer que eu concordo com seu amiguinho que postou primeiro.
Não vem falando que não escreve muito bem que você escreve bem sim, oras. Me sinto bem humilhada. *joinha*

SUAHSUAHSUAHSUHASUHAS

Continue a postar, viu?
:****

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